Hoje passei mais uma por teimosia. Teria que ir para Alcântara à tarde. Deixei de ir de ferry para ir de barco ou catamarã, para chegar mais rápido, e decidi pelo catamarã Sabor de Mel, visto que tenho coletado algumas ocorrências sobre o iate Imperador ultimamente. Saimos do terminal da Praia Grande somente com o motor. A viagem iniciou tranquila e eu achava que ia correr tudo bem pois o catamarã aparenta um bom estado. Ao chegar próximo do espigão costeiro, o condutor da embarcação LARGA O LEME para ir erguer SOZINHO as velas do catamarã. Uma funcionária que vende passagens assumiu o leme enquanto ele levantava as velas. Nesse momento comecei a ficar preocupado, pois achava que havia mais um tripulante a bordo além do condutor, na parte da frente do catamarã. O condutor teve um pouco de dificuldade e demoroua erger as velas e em alguns momentos o catamarã parecia estar indo em direção às pedras do espigão costeiro. Após conseguir erguer as velas, ele reassumiu o leme mas pouco depois ouvimos um barulho e uma das velas folgou e começou a bater forte no teto. Todos ficamos nervosos. O condutor novamente largou o leme e a assistente assumiu. Ele estava bem nervoso e chegou a se desentender com a assistente em vez de tranquilizarem os passageiros. Depois, conversando com a funcionária, ela disse ser habilitada, mas perguntei por que ela não estava usando camisa padrão da Marinha Mercante. Resumindo, voltamos ao terminal da Praia Grande somente com o motor e a viagem foi cancelada. Eu mesmo já havia falado que não iria só com o motor. Para completar, para descer do catamarã tivemos que passar para outro que estava atracado e estava cerca de um metro de altura abaixo do nível da rampa, dificultando e tornando arriscado o desembarque. Este é mais um fato que não gostaria de ter passado e nem de postar aqui, mas infelizmente são frequentes.
Fatos e informações sobre o transporte marítimo na Baía de São Marcos (São Luís, MA), em especial de São Luís a Alcântara.
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Momento de poesia
"No mar tanta tormenta e tanto dano
Tantas vezes a morte apercebida;
Na terra tanta guerra, tanto engano,
Tanta necessidade aborrecida!
Onde pode acolher-se um fraco humano,
Onde terá segura a curta vida,
Que não se arme e se indigne o Céu sereno
Contra um bicho da terra tão pequeno?"
Tantas vezes a morte apercebida;
Na terra tanta guerra, tanto engano,
Tanta necessidade aborrecida!
Onde pode acolher-se um fraco humano,
Onde terá segura a curta vida,
Que não se arme e se indigne o Céu sereno
Contra um bicho da terra tão pequeno?"
Camões, Os Lusíadas (canto I, 106)
(transcrito do livro Linha D'Agua: Entre Estaleiros E Homens Do Mar, de Amyr Klink)
(transcrito do livro Linha D'Agua: Entre Estaleiros E Homens Do Mar, de Amyr Klink)
sábado, 5 de novembro de 2011
Iate Imperador encalha superlotado
Conforme informado pela profa. Luisa, no dia 05/11/2011 o Iate Imperador saiu de Alcântara para São Luís às 06:00. O barco já saiu lotado ou até acima da lotação, com pessoas em pé, visto que a quantidade de passageiros no percurso Alcântara - São Luís no sábado é bem grande. A quantidade de coletes era visivelmente insuficiente para a quantidade de passageiros. Ao aproximar-se da Ponta d'Areia, que seria o local de desembarque, visto que a maré estava baixa, a embarcação mudou o rumo em direção à Beira-Mar, provavelmente para tentar atracar no terminal da Praia Grande, porém encalhou no meio do percurso. Mais uma vez nada foi informado aos passageiros sobre o que estava acontecendo. Alguns passageiros tentaram ligar para a Capitania e para o Corpo de Bombeiros, mas conseguiram contato apenas com o corpo de bombeiros, que após um bom tempo foi efetuar o resgate de passageiros até a Ponta d'Areia usando um bote, em grupos de cinco. Uma canoa pequena também ajudou no resgate. Levaram três horas ou mais até todos os passageiros estarem em terra. Alguns se mostravam bastante irritados. Gostaria de estar postando mais boas que más notícias neste blog, mas infelizmente essa realidade não muda.
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Lancha Diamantina volta a fazer viagens
A lancha Diamantina voltou a fazer viagens, creio que esta semana. Pelo relato dos colegas que vieram nela hoje, nenhuma melhoria visível foi notada, além do ar-condicionado que estava funcionando bem segundo informaram. Devem ter feito apenas uma reforma básica no motor ou algo similar. Não tenho informações se o retorno é definitivo ou se irão suspender novamente.
sábado, 1 de outubro de 2011
Problemas com velas e motor do Iate Barraqueiro
(Relato da profa. Georgiana)
Na viagem do Iate Barraqueiro do dia 01 de outubro sentido Alcântara - São Luís no horário das 6:00h, o mar estava agitado e com muito vento, assim as velas do barco rasgaram justamente na proximidade do canal do boqueirão (local mais perigoso da travessia), com a veemência da maré os motores não resistiram a pressão e pararam, e para piorar um navio fazia o percurso para o porto do Itaqui, se aproximando do barco. Foi um momento de grande desespero para os passageiros, que inicialmente não estavam entendendo nada, pois ainda não tinham sido avisados do acontecimento. Várias pessoas passaram mal, inclusive uma mulher grávida. O socorro, para alivio, veio com o barco Imperador que tinha saído de São Luis com destino a Alcântara, e rebocou o Barraqueiro de volta para Alcântara, não tendo assim nenhuma outra viagem para São Luis naquela manhã.
Na viagem do Iate Barraqueiro do dia 01 de outubro sentido Alcântara - São Luís no horário das 6:00h, o mar estava agitado e com muito vento, assim as velas do barco rasgaram justamente na proximidade do canal do boqueirão (local mais perigoso da travessia), com a veemência da maré os motores não resistiram a pressão e pararam, e para piorar um navio fazia o percurso para o porto do Itaqui, se aproximando do barco. Foi um momento de grande desespero para os passageiros, que inicialmente não estavam entendendo nada, pois ainda não tinham sido avisados do acontecimento. Várias pessoas passaram mal, inclusive uma mulher grávida. O socorro, para alivio, veio com o barco Imperador que tinha saído de São Luis com destino a Alcântara, e rebocou o Barraqueiro de volta para Alcântara, não tendo assim nenhuma outra viagem para São Luis naquela manhã.
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Lancha Diamantina suspende viagens à Alcântara (O Imparcial)
A lancha Diamantina suspendeu viagem desde 21/09/2011 conforme podem confirmar em notícia no site do Imparcial:
http://www.oimparcial.com.br/app/noticia/urbano/2011/09/27/interna_urbano,94744/embarcacao-da-empresa-pericuma-suspende-viagens-a-alcantara.shtml
Ou em cache: (arquivo PDF)
A lancha Diamantina, que estava tendo paradas constantes, precisa ser trocada por outra ou no mínimo de uma reforma geral para oferecer serviços com qualidade e segurança, o que creio que não é interesse da empresa. Será que vão dar o mesmo destino que foi dado para a antiga lancha Bahia Star, que foi alugada para a Petrobrás? Isso mostra o descaso dos prestadores desse serviço com os usuários. Não há lei que regulamenta a permissão e concessão para exploração do serviço de transporte hidroviário no nosso estado? Onde está o poder público? Será que está do lado dos prestadores de serviço ou do povo? Essa travessia São Luís - Alcântara tem MUITOS problemas e merece uma reportagem completa da mídia local.
http://www.oimparcial.com.br/app/noticia/urbano/2011/09/27/interna_urbano,94744/embarcacao-da-empresa-pericuma-suspende-viagens-a-alcantara.shtml
Ou em cache: (arquivo PDF)
A lancha Diamantina, que estava tendo paradas constantes, precisa ser trocada por outra ou no mínimo de uma reforma geral para oferecer serviços com qualidade e segurança, o que creio que não é interesse da empresa. Será que vão dar o mesmo destino que foi dado para a antiga lancha Bahia Star, que foi alugada para a Petrobrás? Isso mostra o descaso dos prestadores desse serviço com os usuários. Não há lei que regulamenta a permissão e concessão para exploração do serviço de transporte hidroviário no nosso estado? Onde está o poder público? Será que está do lado dos prestadores de serviço ou do povo? Essa travessia São Luís - Alcântara tem MUITOS problemas e merece uma reportagem completa da mídia local.
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Acidentes no transporte aquático: Acaso ou Descaso?
Quando falamos de segurança e prevenção de acidentes, lembramos logo de manutenção, vistoria, treinamento e informação. As estatísticas afirmam que 40% dos acidentes ocorrem por negligência da manutenção que normalmente são reflexo do descaso dos proprietários dos objetos principais envolvidos no acidente, muitas vezes empresários que só se interessam pelo lucro. Fatos recentes não faltam para reforçar essa tese, como o acidente no parque de diversões (RJ, 14/08) e tombamento do bonde em Santa Teresa (RJ, 27/08).
Um artigo da revista Previdência e Seguros (http://www.aerodinamica.com.br/PORTUGUES/seguro.html) mostra estatística em que o transporte aquático ocupa o 2º lugar em número de óbitos por milhões de passageiros, atrás do transporte automobilístico (1º lugar) e seguido pelo transporte ferroviário (3º lugar) e transporte aéreo (4º lugar, e considerado transporte mais seguro do mundo).
No transporte aéreo, segundo o site planecrashinfo.com, 56% dos acidentes ocorrem por falha humana, 12% por condições climáticas e 20% por falhas mecânicas, que é um percentual que ainda assusta, visto que esse setor já prima pela falha zero no que diz respeito a máquinas, com investimento alto em programas de manutenção rígidos e fiscalização constante.
Na minha opinião o transporte aquático não difere muito do aéreo no que diz respeito ao risco de morte, pois o mar ou rio reduz as chances de sobrevivência, independente do tipo de acidente ocorrido, assim como a altitude. O que difere é apenas o cuidado com a manutenção. Se não fosse isso, a aviação estaria numa posição pior que a navegação nas estatísticas mostradas nos parágrafos anteriores.
Mas parece que as empresas e autoridades ainda não acordaram para essa realidade. O que vemos é que o transporte aquático na maioria dos casos ainda é tratado como algo “trivial”, muitas vezes executado por pessoas ou empresas que o tratam de forma rudimentar, sem preparo adequado e às vezes até mesmo sem autorização; ou então que os problemas que presenciamos são “comuns” e “fazem parte” da realidade do transporte aquático. Concordar com isso é entregar a vida ao acaso.
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