A lancha Luzitana ficou à deriva mais uma vez, agora devido a problemas no leme. O outro fato ocorreu em 06/03/2017.
Passageiros relataram não ter ocorrido pânico ou sensação de risco à vida, porém se isso ocorresse em épica de marés severas (junho a dezembro), a situação seria bem preocupante.
As dúvidas que nunca são respondidas são: por que não ocorrem ações que evitem por definitivo esses problemas? por que o transporte de São Luis a Alcântara é sempre objeto de descaso pelos órgãos responsáveis? por que os inquéritos da Marinha que apuram esses fatos demoram tanto e por que a embarcação é liberada para navegar mesmo sem o resultado do inquérito?
Os usuários divergem: alguns não consideram os acidentes algo tão grave e parecem até achar "normais", outros vêem claramente o risco a que são expostos e o desrespeito à suas vidas e seus direitos como clientes. A verdade é que a prestação de serviços nessas travessias não tem mínimos padrões de qualidade nem fiscalização constante.
Confira nas reportagens da Mirante:
JMTV 1ª edição de 10/04/2017
JMTV 2ª edição de 10/04/2017
Fatos e informações sobre o transporte marítimo na Baía de São Marcos (São Luís, MA), em especial de São Luís a Alcântara.
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segunda-feira, 10 de abril de 2017
segunda-feira, 6 de março de 2017
Lancha Luzitana fica à deriva devido a problemas no motor
A lancha Luzitana teve a viagem São Luis - Alcântara interrompida por uma pane no motor. O iate Bira Mar e um rebocador foram ao local para ajudar. Alguns passageiros seguiram viagem para Alcântara no Bira Mar e outros retornaram para São Luís a bordo do Luzitana que foi resgatado por um rebocador.
Aqui ficam visíveis diversos problemas que não são novidade:
JMTV 2ª edição de 06/03/2017
Bom Dia Mirante de 07/03/2017
Aqui ficam visíveis diversos problemas que não são novidade:
- A "baldeação" (transerência de passageiros de uma embarcação para outra no meio do mar), que foi feita neste caso, é uma prática comum e arriscada, principalmente para pessoas com pouca mobilidade (idosos e deficientes físicos);
- Todas as embarcações só têm um motor e navegam normalmente assim
- A conformidade da maioria dos passageiros com esse tipo de problema
JMTV 2ª edição de 06/03/2017
Bom Dia Mirante de 07/03/2017
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
CLA Resgata passageiros da lancha Luzitana que ficou à deriva
A lancha Luzitana ficou à deriva no dia 20/02/2014 e teve seus passageiros resgatados por embarcação do CLA (Centro de Lançamentos de Alcântara).
Isso comprova que problemas na travessia sempre ocorrem, a questão é que poucos são noticiados na mídia ou denunciados aos órgãos competentes. Na maioria dos casos as notícias são passadas em conversas entre poucas pessoas e não chegam ao conhecimento de todos. Fica aqui mais um registro dos riscos da travessia e a comprovação de que medidas precisam ser adotadas.
Confira no site da FAB:
domingo, 3 de fevereiro de 2013
Catamarã encalha com passageiros na baía de São Marcos
Um catamarã vindo de Alcântara para São Luís encalhou na tarde da última sexta-feira (01/02/2013) a aproximadamente 500 metros do cais da praia grande.
Confira (Mirante / Globo.com):
Notícia:
http://g1.globo.com/ma/maranhao/noticia/2013/02/catamara-encalha-e-passageiros-ficam-presos-na-baia-de-sao-marcos.html
Fotos:
http://g1.globo.com/ma/maranhao/fotos/2013/02/confira-o-resgate-passageiros-de-catamara-encalhado-na-baia-de-sao-marcos.html
Vídeo:
http://globotv.globo.com/tv-mirante/jmtv-2a-edicao/v/passageiros-de-catamara-ficam-presos-na-baia-de-sao-marcos/2381802/
Notícia no O Imparcial:
http://www.oimparcial.com.br/app/noticia/urbano/2013/02/01/interna_urbano,129205/catamara-encalha-perto-da-capitania-dos-portos.shtml
Confira (Mirante / Globo.com):
Notícia:
http://g1.globo.com/ma/maranhao/noticia/2013/02/catamara-encalha-e-passageiros-ficam-presos-na-baia-de-sao-marcos.html
Fotos:
http://g1.globo.com/ma/maranhao/fotos/2013/02/confira-o-resgate-passageiros-de-catamara-encalhado-na-baia-de-sao-marcos.html
Vídeo:
http://globotv.globo.com/tv-mirante/jmtv-2a-edicao/v/passageiros-de-catamara-ficam-presos-na-baia-de-sao-marcos/2381802/
Notícia no O Imparcial:
http://www.oimparcial.com.br/app/noticia/urbano/2013/02/01/interna_urbano,129205/catamara-encalha-perto-da-capitania-dos-portos.shtml
terça-feira, 10 de julho de 2012
Problemas no motor do Barraqueiro
Na viagem Alcântara - São Luís de 06/07/2012 pela manhã, o Iate Barraqueiro teve problemas no motor após sair de Alcântara, em 1/4 da viagem. Segundo comentários de quem estava no Barraqueiro, alguns passageiros notaram fumaça e cheiro de queimado vindo do motor e avisaram a tripulação, mas somente depois que a fumaça aumentou é que desligaram o motor. As velas não foram baixadas numa tentativa de continuar viagem, o que não foi possível. Alguns passageiros entrarem em pânico. Uma mulher entrou em desespero e já tentava se jogar do barco mas foi impedida por outros passageiros. O barco ficou à deriva e já estava quase na metade do trajeto entre a rota São Luis - Alcântara e a rota dos ferry boats para o Cujupe quando foi resgatado pelo Imperador. Mais uma vez as leis divinas da natureza ajudaram pois a maré estava cheia, e a maresia e o vento estavam brandos, o que diminuiu os riscos e facilitou o reboque.
Eu estava indo para Alcântara na lancha Luzitana e acompanhei o reboque que foi feito pelo barco Imperador e acompanhado pela Luzitana. Já se ouvia comentários do ocorrido no cais da Praia Grande antes das embarcações saírem. No Luzitana, onde eu estava, um erro (que creio que deve ter ocorrido também no Imperador) foi que não foi não ter avisado aos passageiros que as duas embarcações (Imperador e Luzitana) iriam à procura do Barraqueiro para rebocá-lo de volta para Alcântara, e isso causou estranheza e preocupação em passageiros que estão acostumados com a viagem e viram que a rota estava diferente. Como estávamos bem fora da rota direta São Luis - Alcântara, a viagem e reboque para Alcântara transcorreram por trás da Ilha do Livramento. Graças a Deus todos chegaram bem e nada de grave ocorreu, porém problemas desse tipo nos preocupam muito pois pode ocorrer conosco a qualquer momento e colocam em questão mais uma vez a manutenção das embarcações e preparo da tripulação para situações desse tipo.
Iate imperador rebocando Barraqueiro
Detalhe do Barraqueiro sendo rebocado
Eu estava indo para Alcântara na lancha Luzitana e acompanhei o reboque que foi feito pelo barco Imperador e acompanhado pela Luzitana. Já se ouvia comentários do ocorrido no cais da Praia Grande antes das embarcações saírem. No Luzitana, onde eu estava, um erro (que creio que deve ter ocorrido também no Imperador) foi que não foi não ter avisado aos passageiros que as duas embarcações (Imperador e Luzitana) iriam à procura do Barraqueiro para rebocá-lo de volta para Alcântara, e isso causou estranheza e preocupação em passageiros que estão acostumados com a viagem e viram que a rota estava diferente. Como estávamos bem fora da rota direta São Luis - Alcântara, a viagem e reboque para Alcântara transcorreram por trás da Ilha do Livramento. Graças a Deus todos chegaram bem e nada de grave ocorreu, porém problemas desse tipo nos preocupam muito pois pode ocorrer conosco a qualquer momento e colocam em questão mais uma vez a manutenção das embarcações e preparo da tripulação para situações desse tipo.
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Sem transportes para Alcântara nesta manhã
Soube através de colegas que iriam para Alcântara hoje que tanto a lancha Diamantina quanto a Luzitana estavam com problemas e não fizeram viagem para alcântara devido a algum problema com as embarcações. As viagens iriam partir da Ponta da Areia pois a maré estava baixa e a lancha Diamantina não chegou nem a atracar no ponto onde seria feito o embarque dos passageiros. Os passageiros tiveram que esperar até a viagem do Barraqueiro que está prevista para 13:00 e deve ir bem lotada já que quase todos que não foram pela manhã devem tentar ir nessa viagem.
Com isso, temos um total de três ocorrências de panes em embarcações nestas últimas três semanas, isso contando apenas os casos que foram divulgados na mídia ou chegaram até o meu conhecimento.
Se sair alguma cobertura na mídia local postarei aqui em breve.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Lancha naufraga na baía de São Marcos
Uma lancha com oito pessoas naufragou na manhã de sábado (21/01), próximo à região onde está o navio Vale Beijing e da Ilha do Medo. Mais uma vez, graças a Deus, não houve vítimas nem feridos. As pessoas foram resgatadas por outro navio que passava no local, transferidas para o Vale Beijing e depois trazidas de helicóptero para São Luís.
Fonte: imirante.com
Confira a notícia completa: http://imirante.globo.com/noticias/2012/01/21/pagina296851.shtml
Fonte: imirante.com
Confira a notícia completa: http://imirante.globo.com/noticias/2012/01/21/pagina296851.shtml
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Problema com o catamarã Sabor de Mel
Hoje passei mais uma por teimosia. Teria que ir para Alcântara à tarde. Deixei de ir de ferry para ir de barco ou catamarã, para chegar mais rápido, e decidi pelo catamarã Sabor de Mel, visto que tenho coletado algumas ocorrências sobre o iate Imperador ultimamente. Saimos do terminal da Praia Grande somente com o motor. A viagem iniciou tranquila e eu achava que ia correr tudo bem pois o catamarã aparenta um bom estado. Ao chegar próximo do espigão costeiro, o condutor da embarcação LARGA O LEME para ir erguer SOZINHO as velas do catamarã. Uma funcionária que vende passagens assumiu o leme enquanto ele levantava as velas. Nesse momento comecei a ficar preocupado, pois achava que havia mais um tripulante a bordo além do condutor, na parte da frente do catamarã. O condutor teve um pouco de dificuldade e demoroua erger as velas e em alguns momentos o catamarã parecia estar indo em direção às pedras do espigão costeiro. Após conseguir erguer as velas, ele reassumiu o leme mas pouco depois ouvimos um barulho e uma das velas folgou e começou a bater forte no teto. Todos ficamos nervosos. O condutor novamente largou o leme e a assistente assumiu. Ele estava bem nervoso e chegou a se desentender com a assistente em vez de tranquilizarem os passageiros. Depois, conversando com a funcionária, ela disse ser habilitada, mas perguntei por que ela não estava usando camisa padrão da Marinha Mercante. Resumindo, voltamos ao terminal da Praia Grande somente com o motor e a viagem foi cancelada. Eu mesmo já havia falado que não iria só com o motor. Para completar, para descer do catamarã tivemos que passar para outro que estava atracado e estava cerca de um metro de altura abaixo do nível da rampa, dificultando e tornando arriscado o desembarque. Este é mais um fato que não gostaria de ter passado e nem de postar aqui, mas infelizmente são frequentes.
sábado, 5 de novembro de 2011
Iate Imperador encalha superlotado
Conforme informado pela profa. Luisa, no dia 05/11/2011 o Iate Imperador saiu de Alcântara para São Luís às 06:00. O barco já saiu lotado ou até acima da lotação, com pessoas em pé, visto que a quantidade de passageiros no percurso Alcântara - São Luís no sábado é bem grande. A quantidade de coletes era visivelmente insuficiente para a quantidade de passageiros. Ao aproximar-se da Ponta d'Areia, que seria o local de desembarque, visto que a maré estava baixa, a embarcação mudou o rumo em direção à Beira-Mar, provavelmente para tentar atracar no terminal da Praia Grande, porém encalhou no meio do percurso. Mais uma vez nada foi informado aos passageiros sobre o que estava acontecendo. Alguns passageiros tentaram ligar para a Capitania e para o Corpo de Bombeiros, mas conseguiram contato apenas com o corpo de bombeiros, que após um bom tempo foi efetuar o resgate de passageiros até a Ponta d'Areia usando um bote, em grupos de cinco. Uma canoa pequena também ajudou no resgate. Levaram três horas ou mais até todos os passageiros estarem em terra. Alguns se mostravam bastante irritados. Gostaria de estar postando mais boas que más notícias neste blog, mas infelizmente essa realidade não muda.
sábado, 1 de outubro de 2011
Problemas com velas e motor do Iate Barraqueiro
(Relato da profa. Georgiana)
Na viagem do Iate Barraqueiro do dia 01 de outubro sentido Alcântara - São Luís no horário das 6:00h, o mar estava agitado e com muito vento, assim as velas do barco rasgaram justamente na proximidade do canal do boqueirão (local mais perigoso da travessia), com a veemência da maré os motores não resistiram a pressão e pararam, e para piorar um navio fazia o percurso para o porto do Itaqui, se aproximando do barco. Foi um momento de grande desespero para os passageiros, que inicialmente não estavam entendendo nada, pois ainda não tinham sido avisados do acontecimento. Várias pessoas passaram mal, inclusive uma mulher grávida. O socorro, para alivio, veio com o barco Imperador que tinha saído de São Luis com destino a Alcântara, e rebocou o Barraqueiro de volta para Alcântara, não tendo assim nenhuma outra viagem para São Luis naquela manhã.
Na viagem do Iate Barraqueiro do dia 01 de outubro sentido Alcântara - São Luís no horário das 6:00h, o mar estava agitado e com muito vento, assim as velas do barco rasgaram justamente na proximidade do canal do boqueirão (local mais perigoso da travessia), com a veemência da maré os motores não resistiram a pressão e pararam, e para piorar um navio fazia o percurso para o porto do Itaqui, se aproximando do barco. Foi um momento de grande desespero para os passageiros, que inicialmente não estavam entendendo nada, pois ainda não tinham sido avisados do acontecimento. Várias pessoas passaram mal, inclusive uma mulher grávida. O socorro, para alivio, veio com o barco Imperador que tinha saído de São Luis com destino a Alcântara, e rebocou o Barraqueiro de volta para Alcântara, não tendo assim nenhuma outra viagem para São Luis naquela manhã.
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Lancha Diamantina tem problemas e não faz a última viajem Alcântara – São Luís
Transcrevo aqui o relato que a profa. Suzany Batista enviou por e-mail:
-- Olá professor, passamos por mais um sufoco no dia 19 , 6ªfeira , a lancha quebrou e já tinham vendido as passagens. Os passageiros foram todos no imperador com passageiros que já tinham comprados também para o Imperador. Conclusão super lotação que nem deu para irmos nele e nem iria mesmo. Fomos (Eu, Lilian e Jean) de táxi até o Cujepe para pegarmos o Ferri, uma aventura... Depois deste ocorrido lembrei de nossas conversas e andei me informando como fazer a denuncia ao Ministério público, mandei um e-mail para o profº Zé Filho, pedindo um direcionamento, mas sei que podemos denunciar
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Mais uma do desembarque na Ponta d’Areia
Nesta data vim de Alcântara para São Luís na lancha Diamantina que saiu de lá às 17:00. O desembarque ocorreu na Ponta d’Areia. A novidade desta vez foi que só havia um dos velhos ônibus para levar todos os passageiros até a Beira-Mar, como de costume. Os passageiros foram “espremidos” no pequeno e desconfortável ônibus, sendo que algumas pessoas foram praticamente “penduradas” na porta. Onde está a qualidade de serviço? Não vamos nem tão longe... Onde está a dignidade do usuário desses serviços?
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Baldeação no embarque na Ponta d’Areia
Venho hoje relatar fato que já aconteceu antes e que com certeza é comum ocorrer. Comprei passagem para viajar de São Luis para Alcântara no barco Lusitana cuja partida seria às 07:00 da Ponta d’Areia. Detalhe: a maré estava seca na Beira-Mar e o horário dessa mesma viagem da lancha Diamantina seria às 10:00. Ao chegarmos na Ponta d’Areia no ônibus que leva os passageiros, vimos que o barco Lusitana estava no meio do mar, longe da praia, e que seríamos transportados pelo catamarã “Lua Nova” até o barco, para baldeação. Foi a segunda e última vez que passei por isso. São as coisas que a gente faz no ímpeto da vontade e do dever de trabalhar. O embarque no catamarã é tumultuado, não há controle de lotação e de distribuição do peso no catamarã, que encalha antes de sair. São necessárias três ou mais viagens e baldeações para levar todos passageiros até o barco no meio do mar e o risco no momento da baldeação é grande, principalmente para idosos e crianças, devido ao balanço das duas embarcações, a diferença de altura das mesmas e aos tamanhos e obstáculos nas bordas. O resumo da história é que saímos da Ponta d’Areia quase 09:00, quando a saída prometida seria 07:00, após sermos expostos a todos esses riscos e desrespeitos à vida e direitos do consumidor.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Iate Barraqueiro encalha na Ponta d’Areia
Retornando de Alcântara para São Luís, na viagem que saiu às 07:00 de Alcântara, o barco Barraqueiro começou a tocar em bancos de areia ao aproximar-se da Ponta d’Areia. Às 08:30, quando já deveríamos estar em terra, a viagem ficou bem lenta, até que o barco encalhou a uns 300 metros da praia. Nenhuma informação foi dada aos passageiros do que ocorreu ou do que seria feito dali em diante. Perguntando, soube que o barco só poderia sair dali por volta das 13:00, quando a maré já estaria enchendo. Uns pescadores em um barco pequeno a motor (tipo “biana”), vendo a situação, começaram a levar alguns passageiros até a praia. Durante a travessia do barco para a biana, o tumulto era formado e somente a muito custo idosos e mulheres com crianças (que deveriam ter prioridade) conseguiam embarcar. Após três viagens, a biana também encalhou perto da praia sem conseguir levar todos passageiros. Após isso, dois integrantes da tripulação foram caminhando até a praia e mostrando aos passageiros que daria para sair com água acima dos joelhos. Como muitos passageiros estavam indo a pé (inclusive idosos e pessoas com criança), tirei o tênis, dobrei o pano da calça e entrei nessa saída louca. Molhei-me até quase na cintura em alguns pontos da travessia, enfrentamos alguns locais que tinham um pouco de correnteza, mas chegamos em terra. Só depois, vi quanto risco corremos ao fazer isso. Poderíamos cair em algum buraco, areia movediça e correr risco de afogamento. Abaixo registrei as fotos de passageiros fazendo essa arriscada travessia e do colega “D.J.” ao telefone ao lado do barco encalhado, antes de entrar na travessia a pé.
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Catamarã "Turismar" fica à deriva na baía de São Marcos
Nessa viagem Alcântara-São Luís, primeiro a vela do catamarã rasgou. Após tentarem amarrar e continuar viagem por duas vezes, acabamos viajando só com o motor, que estava parando seguidamente. No início as pessoas não estavam se dando conta da situação, mas depois a inquietação dos passageiros foi crescendo. Numa dessas paradas, ao tentarem o arranque novamente, o cabo do arranque arrebentou e ficamos à deriva no mar. A sorte é que já tínhamos passado da parte mais agitada e perigosa. Já estávamos próximo à praia da Guia. A preocupação foi geral na embarcação. Liguei para a Capitania dos Portos-MA um pouco nervoso e na esperança que mandassem resgate. Começaram a me pedir vários dados que achei desnecessário nessa situação (nome, endereço, telefone, RG, etc.) e disseram que a Capitania não tem embarcação para resgate e que primeiro os responsáveis pela embarcação é que teriam que tomar providências. Outro passageiro ligou já bem nervoso e então disseram que iriam ao cais ver se algum barco poderia ir fazer o resgate. O dono do barco Imperador, que na época era responsável pelo Turismar, disse que iria mandar o barco Imperador para fazer o reboque, mas este não apareceu. Um barco de pesca foi que nos rebocou com uma corda até próximo da praia da Ponta d’Areia, com muita dificuldade e após isso um outro catamarã (Netuno) levou os passageiros até a praia em duas viagens. Esse foi o maior sufoco que já passei nas minhas viagens e que não desejo a ninguém. Como sempre, a tripulação não dá nenhuma informação e não tem preparo para lidar com os passageiros nessas situações. Não nos instruíram a usar coletes. Não tranqüilizaram. Ficam as perguntas: Onde está a fiscalização da conservação das embarcações feita pela Capitania? Por que não é obrigatório toda embarcação portar dois motores? Por que não há um “kit” e preparo da tripulação para lidar com situações desse tipo? Um cabo de arranque sobressalente talvez resolvesse a situação. Por que não é obrigatório e cobrado pela tripulação o uso do colete salva-vidas, pelo menos por quem viaja no lado externo das embarcações?
sábado, 20 de fevereiro de 2010
Motor do Iate Imperador pára no meio da travessia
(Relato do professor Herliton) Nesta viagem que ele fazia de São Luis para Alcântara no iate Imperador, o motor do barco parou em alto mar e o pânico foi gerado entre os passageiros devido ao balanço da embarcação. O barco seguiu viagem até o terminal da Praia Grande somente com as velas. Ele notou nesse dia que os próprios passageiros têm um preconceito com o uso de coletes nessa situação, achando que se alguém coloca o colete, está levando azar para a viagem ou está passando um clima de insegurança aos outros passageiros. Se isso fosse verdade, então porque o nome colete “salva-vidas”? E onde está a fiscalização da Capitania? Precisamos mudar essa realidade.
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